Hur

Carlos Zarur . 04 de Maio, 2006

Subi a ladeira inclinada em açucenas.

Busquei o sorriso calmo das gralhas

moscovitas em conventos de mel.

Galguei a torre do sino e, finalmente,

beijei a deusa menina, rendada bailarina.

Caminhei na poeira vermelha de minha cidade,

trás dos montes imaginários da infância.

Serenatas de cordas e sopros fizemos

em noite sem estrelas de corujas gordas.

Ah as pedras limadas do rio Tol.

O fogo quente das fogueiras medievais.

Nos celeiros de feno seco como a pele

das velhas bruxas pecaminosas de Hur.

© Copyright 2005-2022, Carlos Zarur. Direitos autorais reservados.