Tegucigalpa

Carlos Zarur . 06 de Agosto, 2007

Solte a voz numa imensidão de platôs longínquos

Ressoe seus gritos entre as colinas coloridas de Tegucigalpa

Vá além! Bem além dos brancos montes gelados


Reverbere a alma contra os penedos nus

Nos planaltos poeirentos e desolados da infância

Ouça os ecos perdidos nos magros desfiladeiros


Desenhe na imensidão tortuosos rios de águas cristalinas

Suas praias de rastros desérticos e areias finas

Tateie devagar as ondulantes e imaginárias enguias


Volte atrás à infância daninha e vazia de amores

Aos lúgubres e distantes vales imaginários

Irmãos dos picos nevados habitados pelos condores


Caminhe pelas trilhas na direção do sol vermelho

Com o rosto rubro e os olhos negros cansados

Leve seus passos andrajosos na direção das colinas de Tegucigalpa.

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